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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Nando Reis em Triunfo-PE

Viajar duas horas para ver Nando Reis e os Infernais vale muito a pena. E e eu quero fazer isso de novo!
Frio em Triunfo? Só antes e depois do show, porque a praça de eventos ferveu ao som das músicas que animou o público. Pulei feito um louco quando ele abriu o show com “Sou Dela”, me emocionei em “All Star” e “Luz dos Olhos”.

A melhor parte do show foi quando ele cantou “Por Onde Andei” e “Pra você Guardei o Amor”, momento que artista e público cantaram juntos.
Na minha visão, acho que ele homenageou o nordeste com a música “Frevo Mulher”, do Zé Ramalho. E que versão!
Mas, eu olhava para minhas amigas e perguntava: “Ele não vai cantar Marvin?”. Foi quando depois de cantar “O Segundo Sol” ele pegou o violão começou a tocar “Marvin”, fiquei rouco só de cantar essa música, que é a minha favorita.

Essas foram minhas lembranças do meu primeiro show de Nando Reis e os Infernais. Lembranças de um show inesquecível, que toda vez que penso, tento lembrar bem devagarzinho para poder reviver cada música, cada momento de um show que eu considero um dos melhores shows do Brasil!

VIVA O ROCK NACIONAL!

Esse texto que escrevi foi publicado no site oficial do Fã Clube Nando Reis.

domingo, 1 de agosto de 2010

O que aconteceu com a música brasileira?

Acho que nasci na época errada. Escuto rock, mpb, blues, jazz, música clássica, forró pé-de-serra, frevo, maracatu, entre outros numa época em que a swingueira, forró estilizado, axé, sertanejo estão em alta. Agora eu pergunto o que deve passar na cabeça de uma pessoa que escuta músicas como: "Créu", "Chupa que é de uva"? Eu gostaria de ter nascido na década de 1980 para ver o rock nacional no auge. O que uma música como "Roda o copo na cabeça" passa para o público? Absolutamente nada. Esses dias uma amiga minha disse que não gostava de rock só porque não suportava quando a banda tocava. Uma coisa totalmente impensável. Se não gosta tem que ter um motivo, e esse motivo é absurdo e preconceituoso. Isso também se deve ao fato de muitos filmes americanos que associam o rock com as drogas, que roqueiro é maconheiro e coisa e tal. Sim, existem pessoas assim, mas não é a maioria hoje em dia. A mídia também, só divulga tudo que não presta. Por que não vemos um Zé Ramalho, um Alceu Valença, um Geraldo Azevedo sendo escutados em barzinho? O maior exemplo disso é São José do Egito, que para mim, não é mais cidade cultural e nem terra da poesia. A mais tradicional festa do pajeú acabou. O festival universitário é um São João atrasado junto com um balada fora de época. Apenas Bia Marinho, Grupo Encanto e Poesia e o S.O.S. Fígado foram as atrações que realmente foram dígnas para o festival. Mas, o que realmente foi notícia, foi o fato da banda carioca Biquini Cavadão, banda de rock dos anos 80 batizada por Herbert Vianna e que cantou com Renato Russo, fez campanha na internet para ganhar uma votação no site da cidade: "qual a banda que você quer ver no festival universitário?" A banda ganhou, só que, os INCOMPETENTES da Associação não contrataram. Justificaram dizendo que não tinha dinheiro. E por que não deixaram de contratar esse tal de Mulher Chorona, Forró Chinelo Dela, Uz Frajolas para contratar a banda de rock? Dois motivos. 1°) Eles realmente NÃO ACEITAM outro estilo musical no festival, eles são um bando de preconceituosos, burros e sem noção do que realmente é cultura. 2º) Fazem contrato com essas bandas, tiram parte dos patrocínio que eles conseguem - que não são poucos que patrocinam - para fazer o famoso Caixa 2. É isso aí, a Associação Cultural é uma Mini-Brasília em Pernambuco. Eles não pensam na cidade e na população, pensam neles próprios. Pois é, termino esse texto com uma frase do Bruno Gouveia no show em Maturéia, em 2009. "Daqui a 10 anos, vocês lembraram de músicas como "Chupa que é de uva"? "Créu"? Então cabe a vocês cuidar da música brasileira. Porque MÚSICA SE FAZ COM A CABEÇA, MÚSICA SE FAZ COM O CORAÇÃO, MÚSICA SE FAZ COM ATITUDE. MÚSICA NÃO SE FAZ COM A BUNDA NÃO! VIVA O ROCK NACIONAL!"