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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lula - O Filho do Brasil no Oscar 2011? Acho que não.

Ontem a tarde fui surpreendido com a notícia de que o filme "Lula - O Filho do Brasil" iria tentar concorrer a uma das cinco vagas na categoria Melhor Filme Extrangeiro em 2011. O filme vai disputar a vaga com mais 95 filmes de outros países.
Mais uma vez ficaremos na fila, só recebemos indicações e não as estatuetas, enquanto a Argentina já tem dois Oscars - ganharam o segundo oscar esse ano - nós apenas temos indicações.
O que eu acho com a escolha: Política. O filme não é melhor do que "Nosso Lar", que na minha opinião era dígno de ser escolhido.
O filme "Lula..." também não é o pior filme do ano, mas, é um filme mediano onde apenas a atuação do ator Rui Ricardo Diaz é aproveitada. O roteiro do filme é fraco e com poucas emoções. Ou seja, pegaram uma história muito boa e fizeram um roteiro meia-boca. Gastaram 16 milhões de reais em um filme fraco.
Uma pessoa do ministério da cultura disse que a imagem de Lula lá fora pode influenciar a Academia. Acho que não. O filme "Bastárdos Inglórios", do diretor Quentin Tarantino, fala sobre um grupo de soldados que se juntam para matar nazistas. Matar nazistas no cinema é visto com bons olhos na Academia, o filme recebeu apenas 1 estatueta das 9 indicações no qual foi indicado.
Voltando para cá, acho que o filme tem poucas chances de ser indicado. Vamos acompanhar as eliminatórias para ver o que acontece. Se for indicado, vamos torcer. Se não for, paciência.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Os Pokémons do Forró

Apresentando os sucessos: "Pikachu, eu escolho você"; "Você é a Misty do meu Pokémon" e "Vou ser seu mestre pokémon"

domingo, 19 de setembro de 2010

Show de Irah Caldeira e desesperados na estrada.

Fui com uma galera para o show de Irah Caldeira em Tabira-PE, nós fretamos dois táxis. Na ida para a cidade vizinha foi ótima, fomos ao som de Skid Row, Guns, entre outras bandas. Chegando lá, ficamos na praça esperando pelo show.
Eu não conhecia muito bem o trabalho da Irah, mas com o show de ontem me tornei um admirador dela. Ela declamou poesias, falou de São José do Egito, e em momentos do show ela deixou que a plateia cantassem suas músicas com ela.
Terminado o show, fomos tirar foto com ela - que vão estar nesse post em breve - e eu fui um tipo de fotógrafo da galera. Tirei foto com Irah, com sua filha, a Carol e com back vocal da banda que eu não sei o nome (rs).
Logo depois curtimos um pouco da banda Vozes do Campo e fomos lanchar. Depois de 20 minutos que lanchamos, eu e mais cinco pessoas pegamos um dos táxis devolta para São José, a partir daí é que começa o desespero de jovens na estrada em plena madrugada no sertão pernambucano. Depois de passarmos pelo distrito chamado Brejinho de Tabira e carro começou a enguiçar. O motorista começou a dar ré para ver se o carro pegava(?). Imaginem a cena: Um carro com os faróis apagados dando ré numa reta. E sabem o que ia acontecendo? O carro quase cai num barranco! Saimos do carro e começamos a empurrar. Detalhe, fui o primeiro a sair do carro para empurrar e quando vi que o carro estava muito, mas muito próximo de cair no barranco eu pensei: "Esse cara ia matar a gente". O problema do carro era a bateria, tentamos empurrar para ver se pegava e nada. Qualquer sinal de carro nós tentamos pedir ajuda, poucos carros pararam pra ver se podiam ajudar e não podiam. Foi quando em outra tentativa para o carro pegar, o motorista fez a maior burrada que já vi em meus 20 anos, ele manobrou o carro para próximo de uma propriedade rural! Uma moto que seguia em direção à Tabira parou e pedimos que ele localizasse nossos amigos, e lá foi ele tentar nos ajudar. A cada momento que as horas passava o medo aumentava. O medo de sair algum morador com uma arma, medo de assaltos e medo da gente sair só hoje pela manhã. Foi quando em outra tentativa de ajuda conseguimos para outro carro, era nosso amigo Marcello Patriota e seu amigo no veiculo! Só que antes disso o motorista disse que ia tentar arrumar ajuda, só que ele tentou se esconder da gente e quando viu que conseguimos carona chegou em nossa direção pensando que iamos ajudá-lo, como viu que nós não ia ajudá-lo apenas disse que ia tentar arrumar essa tal ajuda.
Exatamente as 3 da manhã conseguimos finalmente voltar pra casa. Foi uma aventura e tanto, foi assustador, em certos momentos engraçado, e revoltante. Mas o que importa? Já tenho uma história para contar pra galera. E que história!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Esquadros

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve

E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora, aí
Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?

Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Adriana Calcanhotto


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Como se traduz um título de filme?

Quem adapta o nome de filmes gringos para o mercado brasileiro é o departamento de marketing das distribuidoras. A primeira opção é a tradução literal. Por causa das expressões típicas de cada língua, porém, às vezes essa não é a melhor saída. Quando não rola traduzir ao pé da letra, o pessoal do marketing lê a sinopse, revê o trailer e, quando dá, assiste ao filme antes da estreia. O título deve se adequar ao gênero - comédia, drama etc. - e ao público-alvo do filme. Depois de bolar vários títulos, alguns são apresentados ao departamento comercial e à diretoria, que aprovam ou fazem sugestões "da pesada".

Encontros e desencontros

Traduzir títulos para o português pode ser um show de horrores ou um golpe de mestre

PERDIDOS NA TRADUÇÃO
Deu a louca nos tradutores de alguns filmes gringos
Annie Hall
Título no Brasil - Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Parenthood
Título no Brasil - O Tiro Que Não Saiu pela Culatra

The Dead Zone
Título no Brasil - A Hora da Zona Morta

Horton Hears a Who!
Título no Brasil - Horton e o Mundo dos Quem

The Dream Team
Título no Brasil - De Médico e Louco Todo Mundo Tem um Pouco


ADAPTAÇÃO
Traduções literais também são sucessos de bilheteria

American Beauty
Tradução literal - Beleza Americana

Inglourious Basterds
Tradução literal - Bastardos Inglórios

Todo Sobre Mi Madre
Tradução literal - Tudo sobre Minha Mãe

Rush Hour
Tradução literal - A Hora do Rush

The Sixth Sense
Tradução literal - O Sexto Sentido

Goodbye, Lenin
Tradução literal - Adeus, Lênin


TRANSFORMERS
Títulos abrasileirados que salvaram os originais

The Godfather
Tradução literal - O Padrinho
Título no Brasil - O Poderoso Chefão

Hangover
Tradução literal - Ressaca
Título no Brasil - Se Beber, Não Case

Mystic River
Tradução literal - Rio Místico
Título no Brasil - Sobre Meninos e Lobos

Jaws
Tradução literal - Mandíbulas
Título no Brasil - Tubarão


FADO LUSITANO
Versões portuguesas bem diferentes das brasucas

Agent Cody Banks
Título em Portugal - Agente de Palmo e Meio
Título no Brasil - Agente Teen

Just Married
Título em Portugal - Casados de Fresco
Título no Brasil - Recém-Casados

Breakdown
Título em Portugal - Avaria no Asfalto
Título no Brasil - Implacável Perseguição

KIDS
Título em Portugal - Miúdos
Título no Brasil - Kids

CONSULTORIA - Afonso Fucci, da Focus Filmes; Maria Rosa Sandoval, da Imagem Filmes; Celso Sabadin e Sérgio Rizzo, críticos de cinema; Marcos Petrucelli, do site e-Pipoca e crítico de cinema FONTE www.imdb.pt

Quais são os 10 filmes mais violentos da história?

Bom, o blog é outro, mas não vou deixar de falar sobre cinema também. ;-)

Para você, o que é o extremo da violência? Uma cabeça cruelmente esmagada? Um horripilante picadinho de carne humana? Ou – socorro! – um inocente bilau arrancado a dentadas? Por via das dúvidas, incluímos essas três coisas e mais um monte de atrocidades. Para compilar as dez produções mais punks de todos os tempos, reunimos um trio da pesada: o crítico Luís Carlos Merten, do jornal O Estado de S. Paulo, o jornalista Carlos Primati, colaborador de Mundo Estranho e editor da revista Cine Monstro, e o cineasta Carlos Reichenbach, diretor de filmes como Dois Córregos e Garotas do ABC. Nossa lista juntou filmes bem conhecidos, como Kill Bill vol. 1 e 2, e produções independentes, como o cult Aniversário Macabro. Nas telonas, a tendência de mostrar a violência nua e crua despontou na década de 30 com o suspense gângster Scarface, a Vergonha de uma Nação, de 1932. Como seus tiroteios pareciam reais, o filme teve sérios problemas com a censura. Por causa de Scarface, o governo americano lançou o chamado Código Hays, um conjunto de leis para controlar o banho de sangue nas telas, que durou até o fim da década de 60. Depois desse período, a violência voltou especialmente no cinema de terror e seus subgêneros, como os splatter movies, onde o sangue literalmente espirra na tela (o maior representante é A Noite dos Mortos Vivos, de 1978). Faltou ainda falar dos chamados snuff movies, vídeos sadomasoquistas que culminariam com o assassinato "real" de um dos atores. Parece supermacabro, mas não se assuste: tudo indica que os snuff não passam de lenda. Nos Estados Unidos, o FBI investigou a existência desse tipo de filme por 20 anos. Não encontrou um exemplar sequer.

Overdose de ketchup

Top 10 macabro exagera no banho de sangue falso

Macbeth

DIRETOR - Roman Polanski

ANO - 1971

CENA MAIS PUNK - Macbeth apunhala o rei Duncan várias vezes enquanto dorme, numa cena que não fazia parte da montagem original da peça

A versão mais sangrenta desse clássico de Shakespeare foi filmada dois anos após o assassinato de Sharon Tate, mulher do franco-polonês Roman Polanski. Para os críticos, o trauma do diretor explica o excesso de violência na produção

Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia

DIRETOR - Sam Peckinpah

ANO - 1974

CENA MAIS PUNK - Uma garota grávida tem o braço quebrado pelo próprio pai

Neste western mexicano, um fazendeiro tortura a própria filha e promete 1 milhão de dólares para quem trouxer a cabeça — literalmente — de Alfredo Garcia, que teria engravidado a menina. O bangue-bangue foi proibido na Suécia, Alemanha e Argentina

A marca do diabo

DIRETOR - Michael Armstrong

ANO - 1970

CENA MAIS PUNK - Uma mulher acusada de bruxaria tem a língua arrancada numa sessão de tortura

As torturas da inquisição medieval são o cenário para esse clássico do horror. Logo na abertura, freiras aparecem sendo estupradas. Alguns cinemas que exibiram o filme distribuíram sacos de vômito para a audiência agüentar o tranco

Aniversário macabro

DIRETOR - Wes Craven

ANO - 1972

CENA MAIS PUNK - Garota arranca pênis de bandido a dentadas

O criador das séries A Hora do Pesadelo e Pânico estreou na direção com esse filme barra-pesada, em que um grupo de criminosos estupra, tortura e mata duas garotas. Não é à toa que o filme ficou proibido por 30 anos na Grã-Bretanha

Taxi Driver-Motorista de taxi

DIRETOR - Martin Scorsese

ANO - 1976

CENA MAIS PUNK - Um gigolô tem os dedos das mãos arrancados a tiros

Neste suspense, Robert de Niro vive um taxista doidão que decide matar um candidato à presidência americana. O tiroteio no bordel é tão sanguinolento que os produtores tiveram de amenizá-lo na pós-produção, tirando um pouco da cor da cena e deixando o sangue com um tom rosado

Assassinos por natureza

DIRETOR - Oliver Stone

ANO - 1994

CENA MAIS PUNK - Com a ajuda do namorado, filha afoga o pai e põe fogo na mãe

Woody Harrelson e Juliette Lewis vivem dois psicopatas que viajam exterminando pessoas. Para tentar diminuir a censura do filme, o diretor Oliver Stone cortou ou refez 150 trechos antes da edição final. Mesmo assim, o suspense foi proibido na Irlanda

Canibal Holocausto

DIRETOR - Ruggero Deodato

ANO - 1980

CENA MAIS PUNK - Uma garota é empalada com uma estaca de madeira que sai pela boca

Para contar essa história sobre canibais famintos, o diretor Ruggero Deodato chegou a matar bichos de verdade. E, para combater uma onda de boatos, teve de levar os atores a um programa de TV na Itália para provar que eles não tinham virado ensopado na selva

Irreversível

DIRETOR - Gaspar Noé

ANO - 2002

CENA MAIS PUNK - Estuprador tem sua cabeça esmagada com um extintor de incêndio

A deusa Monica Belucci interpreta uma mulher estuprada numa cena que dura quase 20 minutos. Além do enredo hardcore, a primeira meia hora desse filme francês tem um incômodo ruído de fundo que provoca náusea e vertigem. No cinema, muita gente desencanava de assistir ao filme no meio da sessão

A história de Rick

DIRETOR - Ngai Kai Lam

ANO - 1991

CENA MAIS PUNK - Homem vira picadinho num moedor de carne gigante

Essa mistura de terror e comédia mistura kung-fu, membros decepados e olhos arrancados. Na cena do moedor de carne, a produção usou tanto sangue falso que o ator que encarnou Ricky não conseguiu tirar o corante vermelho da pele por três dias

Kill Bill - Vol. 1 e 2

DIRETOR - Quentin Tarantino

ANOS - 2003 e 2004

CENA MAIS PUNK - Após uma tremenda surra, A Noiva, grávida, leva um tiro na cabeça

Principalmente na parte 1, o épico de Quentin Tarantino carrega na pancadaria. Na seqüência em que a Noiva enfrenta um exército de mascarados, 57 pessoas vão para o saco. E o ketchup jorra sem dó: ao todo, os produtores usaram mais de 1 700 litros de sangue de mentirinha nos dois filmes.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tributo para um Anjo...

Em uma sala dourada está marcada uma sessão de cinema para um pessoa especial. Ela entra, é uma mulher muito bonita, aparenta ter 1,80 de altura, tem olhos castanhos, com uma boca perfeita, um sorriso encantador e um corpo realmente maravilhoso. Tem 24 anos de idade.

A sessão começa, durante o filme ela concentra o olhar na protagonista do filme, o motivo, ela não consegue enxergar o rosto da personagem. Sem nada fazer com o problema decide terminar de ver o filme. Começa o segundo filme, ainda sem conseguir, ainda sem conseguir ver o rosto da atriz, mas dessa vez ela começa a ver apenas os olhos daquela mulher, um olhar que ela tinha a lembrança de que já havia visto antes. O filme termina, ela tem 30 anos de idade.


Durante o terceiro filme ela tem uma atenção maior para a protagonista, enchendo os olhos de lágrimas, ela começa a se indentificar com a personagem. Em uma cena ela fica emocionada com uma música cantada pela atriz, acreditando já ter ouvido a tal canção, mas não lembrara. Ela já tem 32 anos.


Na quarta película, ela começa a ficar mais alegre, admirando novamente a atriz principal, encantada com os vestidos usados no filme, cantando as músicas e agora podendo ver os olhos e a boca da personagem. Tem 35 anos de idade.


Último filme, outra vez não consegue ver o rosto da atriz, só que dessa vez os detalhes do rosto vão surgindo aos poucos, quando finalmente vê o rosto da atriz, a revelação, era ela mesma que estava nos cinco filmes. Emocionada ao final da última película em que viveu um anjo, Audrey Hepburn abre suas asas e volta para seu lugar no céu. Tinha 63 anos.